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Contribuir ou esperar pode mudar a aposentadoria
Decisões sobre contribuições ao INSS exigem planejamento previdenciário para evitar prejuízos futuros
Diante das constantes mudanças nas regras da Previdência Social e da complexidade dos cálculos envolvidos, a decisão sobre contribuir agora, aguardar mais um período, descartar contribuições antigas ou mantê-las ativas deixou de ser automática e passou a exigir orientação técnica. Cada escolha feita ao longo da vida contributiva pode impactar diretamente o tempo de aposentadoria e, principalmente, o valor do benefício a ser recebido no futuro.
Segundo o advogado previdenciário Dr. Leandro Ingracio Simões, do escritório Soeli Ingracio Advogados (SIA), um dos erros mais comuns é contribuir sem estratégia. “Muitas pessoas acreditam que qualquer contribuição é positiva, mas, dependendo do histórico previdenciário, contribuir de forma equivocada pode gerar pouco impacto no benefício ou até prejuízo financeiro”, explica.
A orientação sobre contribuir imediatamente ou aguardar depende de fatores como idade, tempo de contribuição já acumulado, regra previdenciária aplicável e expectativa de renda futura. Em alguns casos, esperar alguns meses para contribuir com um valor maior pode ser mais vantajoso do que manter recolhimentos baixos e contínuos. “O planejamento permite definir o melhor momento e o valor ideal de contribuição para maximizar o benefício”, afirma o especialista.
Outro ponto que gera dúvidas é a possibilidade de descartar contribuições. Em determinadas situações, especialmente quando há salários muito baixos no início da carreira, essas contribuições podem reduzir a média salarial utilizada no cálculo da aposentadoria. “Com a regra atual, que considera 100% das contribuições desde julho de 1994, manter períodos muito baixos pode diminuir o valor final do benefício. Em alguns casos, é possível avaliar estratégias legais para neutralizar esse impacto”, orienta Dr. Leandro.
Por outro lado, há situações em que manter contribuições antigas é essencial para atingir regras de transição ou garantir o direito adquirido. “Cada histórico é único. O que é vantajoso para um segurado pode ser completamente inadequado para outro”, ressalta o advogado.
O planejamento previdenciário também ajuda a decidir se vale a pena contribuir como autônomo, facultativo ou empresário, além de orientar quem ficou períodos sem contribuir. “Não contribuir por um tempo pode ser uma decisão estratégica, desde que seja consciente e baseada em cálculo. O problema é quando isso acontece por desinformação”, alerta.
Para o escritório Soeli Ingracio Advogados, a aposentadoria deve ser tratada como um projeto de longo prazo, não como um simples pedido administrativo ao INSS. “A orientação correta permite que o segurado faça escolhas seguras ao longo da vida contributiva, evitando surpresas desagradáveis no momento de se aposentar”, conclui Dr. Leandro Ingracio Simões.
Em um sistema cada vez mais técnico e rigoroso, informação e planejamento são os principais aliados de quem deseja garantir tranquilidade financeira no futuro.
Serviço: Soeli Ingracio Advogados (SIA) | Dr. Leandro Ingracio Simões | Advogado Previdenciário - OAB PR 92322
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