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Financiamento e linhas de crédito impulsionam o mercado de energia solar no Brasil

Em janeiro de 2024, a produção interna cresceu 52,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior

As condições climáticas favoráveis, aliadas a incentivos econômicos e aperfeiçoamento técnico, têm permitido a expansão e consolidado o Brasil como um dos dez maiores produtores de energia solar do mundo. Em janeiro de 2024, a produção interna cresceu 52,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior. De 2021 para 2022, o aumento foi de 79,8%, segundo o Balanço Energético Nacional. Atualmente, o país já tem mais de 3 milhões de casas, comércios, indústrias, escritórios ou outros imóveis que usam a tecnologia. A previsão para 2024 é de um investimento de aproximadamente R$ 38 bilhões no setor, com a expectativa de atingir 26 gigawatts de potência gerada até dezembro.

Distribuição geográfica e avanços tecnológicos

O sistema fotovoltaico está presente em todos os estados brasileiros, com São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso liderando. Avanços tecnológicos e ações de fomento do governo têm tornado essa opção cada vez mais atrativa, resultando em queda nos custos de todo o processo. A primeira resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre geração distribuída data de 2012, mas foi a partir de 2016 que a procura realmente começou a crescer, acelerando nos últimos três anos.

Facilidades de aquisição

Para facilitar o acesso aos painéis solares, há diversas linhas de crédito e opções de financiamento sendo disponibilizadas, com prazos que podem chegar a até 10 anos e taxas de juros competitivas, sem a necessidade de um grande desembolso inicial. Essas modalidades incluem a compra de painéis (cuja vida útil é de 25 anos), equipamentos e serviços de instalação. Em alguns casos, as instituições bancárias também oferecem consultoria para ajudar os consumidores a dimensionar corretamente o sistema fotovoltaico de acordo com suas necessidades energéticas.

Redução de custos e sustentabilidade

A economia proporcionada pelo uso de captação solar é um dos principais fatores que despertam o interesse da população. A adoção dos aparelhos específicos pode reduzir a conta de luz, além de ser uma alternativa sustentável que contribui para a diminuição de gases de efeito estufa. Com o avanço do segmento, o Brasil evitou emitir mais de 35,6 milhões de toneladas de CO2 desde 2012, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

O crescimento do sistema fotovoltaico no Brasil é uma demonstração clara do potencial do país em aproveitar seus recursos naturais abundantes para desenvolver uma matriz energética mais limpa e sustentável. Com o apoio financeiro e incentivo governamental, a tendência é que o setor continue a crescer, proporcionando benefícios econômicos e ambientais.

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